A fronteira entre o ingênuo e o permissivo e seus efeitos. A consideração e suas facetas… O aguentar pela explicação-escusa. É válido fomentar as possibilidades não impossíveis através do ego massageador-egoísta? Não proposital, talvez, mas não ingênuo… Não… É desagradável… Na ausência de consideração-sincera do colocar-se no outro, reconsidere… Não se faça mal… Não no carinho… Não na esperança boba-cega que desconsidera pelo olho do outro…
É como se eu estivesse te esperando pra me consolar, animar e espairecer numa noite de novela ao seu lado, vendo se posso ajudar, vendo o que você quer, o que vai comer, perguntando se você falou com suas irmãs, ouvindo suas histórias e reclamações… Sinto falta do bem que me fazia preparar a bandeja do seu lanche com aquele carinho, de pegar frutas na rua e te levar só pra ver a sua cara feliz, de passar em algum lugar e te levar uma comida que você gosta pra você me dizer que “é muito” e depois comer tudo dizendo que estava uma delícia… Eu tinha tantos planos para nós, pro seu sorriso, pros mimos que te dava, pra alegria que eu queria te levar, tantos cafunés a dar, tantos beijos no seu pescoço, tantos carinhos no seu braço, tantos olhares a trocar, tantas novelas a ver… Tantos ‘te amos’ pra dizer…



